Abrir caixas é desenterrar passados; arquivos mortos.
Abrir a janela é aceitar a chuva de críticas.
A quantidade de gavetas que não queremos abrir é congruente com a de janelas que não serão abertas?
O espaço é contabilizado de medo, receio, perda, dano e do que pode entrar para preencher o espaço antes desperdiçado.
O que guardamos são nossos maiores temores.
Dívidas com nosso próprio Eu por não solucionar pendências.
Os dias correm. As caixas que eram miúdas transformaram-se gavetas que trancamos a chave.
Me refiro a segredos tão bem protegidos que preferimos não tocá-los, aprisionando o Eu.
A proporção do medo condiz com o tamanho do cofre;
De armário de madeira para metal, o que se vê é a camuflagem.
O espaço da felicidade se encolhe, vai compactando para o ajuste do cômodo.
Preciso de mudanças! - exclama o dono do imóvel.
Este arruma o quarto. Renova o ambiente. Deixa o ar entrar pela janela.
Afasta as cortinas. A chuva bate e molha o carpete; Continua trazendo o frescor de aroma do campo. O lar está arejado. O coração está limpo de mágoas e rancor.
Plantou-se o amor.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Regência
Você estava certo. Minha autossuficiência não foi embora. Ela nunca irá. Ela sou eu e eu sou ela; é como sei ser e não me privo ou me aban...
-
"T udo o que vem de ti me excita. Tudo o que possa existir em teu ser me inspira.", entoou. E nada mais foi acrescentado. M...
-
Andando chateada com as coisas a minha volta. Tudo parece tão vivo, cheio de ira, e ao mesmo tempo tão monótono. Parece que cada movimento q...
-
"Paladar, soneca, passatempo, música, carinho, sossego, olhos, sorrisos, palavras, céu, vento, árvore, horizonte, sombra, calor, ar, ...

Nenhum comentário:
Postar um comentário